segunda-feira, 7 de abril de 2014

Escola Jack’s Cartoon celebra cartunistas que satirizam o regime militar com exposição

Escola Jack’s Cartoon celebra cartunistas que satirizam o regime militar com exposição

A exposição “O golpe contra a democracia” está sendo realizada desde o dia 1º de abril e vai até o dia 26, no Espaço Cultural Ziraldo

Um dos destaques da mostra é a exposição de 50 exemplares originais de “O Pasquim”, jornal carioca que foi um marco da resistência bem-humorada ao regime militar (Divulgação)

Escola Jack’s Cartoon celebra cartunistas que satirizam o regime militar com exposição
A exposição “O golpe contra a democracia” está sendo realizada desde o dia 1º de abril e vai até o dia 26, no Espaço Cultural Ziraldo
05 de Abril de 2014








A arte da charge nasceu ligada à política. No Brasil, o primeiro desenho publicado, em 1836, de autoria de Manuel de Araújo Porto-Alegre, mostrava o dono do jornal Correio Oficial, Justiniano Rocha, recebendo propina do governo.




O uso de lápis e pincéis para ridicularizar o poder, então, já tem uma tradição mais do que estabelecida no país, e em nenhum momento essa arte foi tão necessária quanto nos “anos de chumbo”, o período entre 1964 e 1985, quando a ditadura militar deu as cartas no Brasil.

Para relembrar os grandes nomes desse período – não só os desenhistas, mas também os jornais que os publicavam, alguns dos quais se converteram em verdadeiras trincheiras contra o regime, como o semanário carioca “O Pasquim” –, o Espaço Cultural Ziraldo, na Escola Oficina de Arte Jack’s Cartoon, promove desde o dia 1º a exposição “O golpe contra a democracia”.




O acervo é composto por obras de nomes antológicos da charge brasileira: Henfil – criador de personagens imortais, como a Graúna e Ubaldo, o Paranóico –, Aroeira e Fortuna, colaboradores clássicos de “O Pasquim”, J. Bosco (de “O Liberal”, do Pará), e muitos outros. Alunos da escola também contribuíram com novos trabalhos sobre a situação atual do País, ironizando, entre outras coisas, as eleições para presidente e o problema da pedofilia no Amazonas.





“O cartum era uma forma de resistência sutil. Enfrentava a realidade, denunciava a opressão, mas tudo isso com humor, com leveza, mesmo quando o assunto era a tortura ou a fome no Nordeste. Eram verdadeiros guerrilheiros, à sua maneira, e me orgulho de fazer parte desse time”, conta Jackson Chaves, o Jack Cartoon, também responsável por várias charges de inspiração política.










Outra atração da mostra são os 50 exemplares originais de “O Pasquim”, o jornal semanal fundado por grandes nomes da imprensa carioca, entre os quais os cartunistas Henfil e Jaguar, e responsável por alguns dos principais embates entre a imprensa e a censura nos anos 1970. “Estamos tendo uma resposta muito positiva, de gente que está conhecendo agora essa tradição de resistência, de combate à injustiça, e vê que na arte é possível um caminho, uma forma de manifestação”, afirma Jack. A exposição fica aberta até o dia 26 de abril.




































Salão de humor
No mesmo clima, Jackson prepara outra iniciativa para bagunçar o coreto: o 2º Salão Internacional de Humor, com abertura prevista para 2 de junho, bem às vésperas da Copa do Mundo . “É uma janela para escapar do ufanismo, do clima de ‘o Brasil é perfeito’, e mostrar que há problemas sérios por aqui, mas que um dos caminhos para enfrentar esses mesmos problemas é o humor, que é o espírito por trás de qualquer charge”. Inscrições de novas obras podem ser feitas até o dia 7 de maio pelo site http://oficinadeartejackcartoon.blogspot.com.br/.
Como se vê, é uma tradição que está mais viva – e provocativa – do que nunca.

quinta-feira, 27 de março de 2014

Histórias de todas as copas é recontada em cartoons

Histórias de todas as copas é  recontada em cartoons

*Lilian Portela
Um panorama bem humorado da história da Copa do Mundo, desde 1930 até a de 2002, mostrada em forma de charges pode ser conferido na exposição “Copa Cartoon de Humor “. A exibição  começou ontem na Galeria do Espaço Cultural Ziraldo Alves Pinto, localizado na rua 24 de maio, esquina com a Dona Libânia, 571, Centro, e se estende até o dia 15 de julho. A entrada é gratuita.
“É um retrospectiva da participação da seleção brasileira. Iremos mostrar os trabalhos dos cartunistas nacionais, internacionais e locais da Copa de 1930 até a de 2002”, diz o cartunista Jack Chaves.
Em 20 anos de profissão, Jack assegura que os políticos sempre se aproveitam do momento da Copa para ficarem em evidência. “ Os políticos querem tirar partido, aparecer nessa época, principalmente quando coincide com o período de eleições “, afirma. Por isso, as charges em época de Copa abordam dois assuntos ao mesmo tempo: os jogadores, craques, técnicos e o político. “ Abordamos a seleção brasileira e na oportunidade a situação política e sócio-econômica do Brasil”, diz Jack.
Segundo o chargista, essa boa jogada dos políticos não vêem de hoje. “Juscelino Kubitscheck foi o primeiro presidente a receber a delegação campeã. Ele repetiu os gesto de Belline, erguendo a taça do Brasil”, conta, lembrando que ele não foi o único a participar e até dá opinião aos técnicos sobre o desempenho e a convocação dos jogadores.
Na Copa de 1970, por exemplo, o Presidente General Médici obrigou o técnico da seleção, na época o jornalista João Saldanha, a convocar o jogador Dário Maravilha para ser o titular da seleção. “João respondeu : Presidente cuide do seu ministério que eu escalo minha seleção;disse. Depois disso, o técnico foi demitido”, conta Jack.
Os cartunistas mais destacados da ocasião que já abordavam a dobradinha do futebol e política era Ziraldo, Henfil, Borjalo,App, Jaguar, Sérgio Cabral, K Lixto, Bel Monte, J Carlos, etc.
Resumindo , a história da Copa será contada de uma maneira humorística, crítica e irônica nas mais de 200 charges de cartunistas nacionais e locais.
*Reporte do Jornal Diário do Amazonas( Manaus, quinta-feira, 15 de junho  de 2006 )


   

Exposições mostram todo o humor da copa

Traço amazonense
Exposições mostram todo o humor da copa


*Paula Costa
E mesmo que cada jogo possa significar uma eliminatória da Copa do Mundo, a seleção brasileira e a eterna paixão do brasileiro pelo futebol continuam inspirando uma série de exposições sobre o tema.A exposição permanece no Sesc por tempo indefinido e vale conferir, também, a inspiração do pessoal, empolgado com a Copa do Mundo que, junto a personalidades da política, tiveram maior número de desenhos.
Copa do humor
Também o restaurante Açaí & Cia, (Rua Acre, conjunto Vieiralves ) reservou um espaço especial para a participação do Brasil na Copa do Mundo da França. Nas paredes do estabelecimento está a exposição coletiva de cartuns e caricaturas “Humor na Copa do Mundo”.
São mais de vinte trabalhos dos caricaturistas Jack Cartoon, Euros, Romahs e Júnior Lima. A exposição foi organizada pela Associação dos Cartunistas e Chargistas do Amazonas, começou no dia primeiro de junho e deve permanecer até o final da Copa, mesmo que o Brasil venha a ser desclassificado.
Segundo Jack Cartoon o objetivo é despertar o público para as irreverências das personalidades como a do técnico da seleção Zagallo, com a frase “ vocês vão ter que me engolir “ – numa alusão à possível reação do repúdio por parte do público brasileiro – e até mesmo a vida intima dos jogadores, como o romance do atacante Ronaldinho com a modelo Suzanna Werner. “ No Açaí, a convite para bolar o mascote do restaurante para os jogos ( um jacaré da Copa ), apareceu a idéia da exposição, aproveitando o mesmo tema”, explica o caricaturista.
*Reporte do Jornal Amazonas Em Tempo - Manaus, quarta-feira, 1 de julho de 1998

             

Mundial no traço dos chargistas

Mundial no traço dos chargistas
Espaço Cultural realiza exposição em homenagem ao maior espetáculo de futebol

*Michel Guerreiro
Craques do traço homenageiam craques da bola na Copa Cartoon de Humor, que teve início no dia 12 e prossegue até o dia 20 de julho, de 19 às 21h, na Escola Oficina de Artes Jack´s Cartoon, localizado na rua 24 de maio, número 571 Centro. A exposição mostra charges e caricaturas feitas por grandes profissionais locais, como Carlos Augusto Myrria, Romahs Mascarenha, Euros Barbosa, Elvis Carlos, Reginaldo Moreira, Mário Adolfo e Jackson Chaves em um panorama de fatos, astros e curiosidades de todos os mundiais.
O administrador do espaço, Jack Cartoon, 37, chargista do jornal Amazonas Em Tempo e profissional do rumo há 20 anos, explica a idéia de retratar as Copas em pleno mundial de 2006. “ Queremos mostrar o universo abrangente de um evento como a Copa do Mundo, como a reprodução dos jornais dos anos 30, do século passado quando o Brasil disputou o primeiro mundial no Uruguai, onde perdeu.  Personagens políticos como Hitler, Getúlio Vargas e Mussolini passeiam pelas metáforas políticas da exposição”, destaca.
Um dos convidados para expor, o chargista Carlos Augusto Myrria, 46, que trabalha há 25 anos na área e há dez no jornal A Crítica , diz que este trabalho projeta o trabalho dos cartunistas do Estado. “É muito oportuna esta exposição pois traz uma visibilidade interessante para o nosso trabalho, onde podemos mostrar charges de copas bem antigas e as de hoje também. A charge é uma matéria jornalística e tem o compromisso de debater os assuntos que estão na ordem do dia na sociedade brasileira”, opina Myrria.

Outro expositor, o mais novo do setor, é Reginaldo Moreira, 26, que trabalha há três anos no mercado local e há um ano no Correio Amazonense. Ele explica sua participação no evento. “Minha ideia como convidado é mostrar, por meio da caricatura e do humor, os principais destaques da Seleção, como Ronaldo e Ronaldinho Gaúcho, entre outros. As pessoas que visitarem a exposição irão encontrar muita diversão com as situações políticas e problemas sociais abordados nas caricaturas”, diz. Regi dá suas impressões sobre o Brasil na Copa. “Após o primeiro jogo contra a Croácia, ficamos com o pé atrás com o desempenho dos brasileiros. Mesmo assim, temos possibilidades de ganhar na Copa”, frisa.
*Reporte do Jornal Correio Amazonense- Manaus, sexta - feira,16 de junho de 2006

Humor no Futebol Copa do Mundo de cores e traços

Humor no Futebol
Copa do Mundo de cores e traços


*Isaac Benarrós
Mostra inédita em Manaus conta por meio do talento os causos que abalam o país do futebol.

O futebol e a política tem o mesmo apego: o popular. São aliados eternos... Cúmplices. Os indícios vem de longe, mais foi no século XX que o futebol semeou conquistas e glórias. Misturando fatos e épocas, Jack Cartoon reúne o que há de melhor em charges e caricaturas, de autores locais e nacionais, na exposição “Copa Cartum de Humor”, no Espaço Cultural Ziraldo Alves Pinto ,rua 24 de maio,590, Zona Sul. Lá estão trabalhos assinados por Myrria, Euros, Romahs, Élvis, Regi, Mário Adolfo e Jack Cartoon, profissionais de âmbito local. Mas destaca obras de Ziraldo, Henfil, Carlos, Belmont, Chico Caruzo, Paulo Caruzo, Angeli, Lan e Nassara. Um farto documentário à disposição do público.
Arte e Humor
A ausência de jogadores paulistas na Seleção Brasileira, na Copa do Mundo do Uruguai, em 1930, foi o primeiro ato político no País. As gratificações do Vasco na época do amadorismo renderam a primeira crise entre os clubes grandes do Rio. O presidente Getúlio Vargas, tirando proveito do público nos estádios, armou palanque em São Januário. A euforia pelo futebol contribuiu politicamente para a construção do Maracanã e a realização da Copa de 1950 no Brasil, de triste memória. Nem o goleiro Barbosa escapou da exposição.
O título do Mundial de 1958, na Suécia, consagrou o Brasil e originou a primeira caricatura coletiva, criada por Lan. Yashin, goleiro russo também chamado o “Aranha Negra” é citado, bem como o presidente Juscelino Kubstcheck,que brindou a conquista com a Taça Jules Rimet.
Garrincha jogou a final de 1962, apesar de expulso no jogo anterior, abrindo uma exceção  na Fifa, e o técnico João Saldanha, rejeitando interferência do Presidente Médici na escalação e chamando Pelé, no auge da carreira, de míope, o que lhe fez perder o cargo. Os fatos seguintes são o tri da Seleção Brasileira em 1970, a afirmação dos cartolas, a “fritura” de Telê Santana, a Seleção Brasileira de eletrodomésticos, nos EUA, a dispensa de Romário por Scolari na Seleção de 2002 e a consagração da uma nova geração de craques no futebol Brasileiro, a destacar Ronaldinho Gaúcho, Kaká e Robinho mesclados com Ronaldo, Cafu, Dida e tantos outros. Jack Chaves, em parceria com a Prefeitura, desenvolve projeto social destinado a crianças carentes e com deficiência física.

Mundo político é fator de destaque
Além dos presidentes Lula, Fernando Henrique, Collor, Médice, Kubstcheck, Jango e Getúlio Vargas, a exposição cita Menem, Bin Laden, Stalin, Mussolini, Hitler e Evo Morales. Há destaque para deputados e senadores, como Delfim Neto, Antonio Carlos Magalhães e Aloísio Mercadante, Gilberto Miranda ( suplente de Amazonino e Mestrinho ) além do prefeito José Serra, de São Paulo e da ex-governador Roseane Sarney, do Maranhão..     

*Reporte do Jornal A Crítica- Manaus, domingo, 2 de julho de 2006    

terça-feira, 25 de março de 2014

Manoel de Araújo Porto-Alegre: o primeiro caricaturista do Brasil

Manoel de Araújo Porto-Alegre: o primeiro caricaturista do Brasil

Animador cultural atuou em várias atividades artísticas


Manoel de Araújo Porto-Alegre: o primeiro caricaturista do Brasil Reproduções/História da caricatura brasileira
Autorretrato de Araújo Porto-Alegre feito nos anos 1830Foto: Reproduções / História da caricatura brasileira
Nem todos sabem que, aqui no Brasil, o pioneiro na arte da caricatura foi um gaúcho nascido em Rio Pardo, em 1806. Manoel de Araújo Porto-Alegre é considerado o primeiro caricaturista brasileiro. Em 1831, ele partiu para a Europa e fixou-se em Paris. Lá, conviveu com diversos artistas e testemunhou a eclosão da imprensa ilustrada. 

Retrato de Araújo Porto-Alegre pintado por Ferdinand Krumbolz em 1848. Foto: reprodução

De volta ao Brasil, em 1837, ele se estabeleceu no Rio de Janeiro. De acordo com Luciano Magno, no livro História da Caricatura Brasileira (do qual foram reproduzidas as ilustrações deste post), Manoel “desdobra-se em mil e uma atividades, todas de ordem cultural, tentando dar um novo rumo à crítica, à arte, ao teatro e ao ensino”.
Por tudo isso, o caricaturista é considerado o responsável pela introdução em nosso país dessa “nova invenção artística”.

Foto: Reprodução/História Caricatura Brasileira 

O livro História da Caricatura Brasileira traz também reproduções de inúmeros periódicos e ilustrações publicados no Brasil. Abaixo, por exemplo, parte da capa de O Fígaro, editado em Porto Alegre por Cândido Aragonez de Faria, em 1878.
Foto: Reprodução
*Este texto foi publicado originalmente em 07/02/2013 no blog do Almanaque Gaúcho, tradicional coluna de Zero hora.

sábado, 22 de março de 2014

O Guerrilheiro do Traço

O Guerrilheiro do Traço

 Jack Cartoon, homenageia  o pai do Menino Maluquinho, Ziraldo Alves Pinto 

*Geraldo Xavier dos Anjos

Ao completar 166 anos de existência no Brasil, a caricatura tornou-se antídoto contra a realidade, seja  para aliviar tensões , informar ou incitar a combater problemas. Coube aos caricaturistas mostrar que em tudo há graça.
A história da caricatura na imprensa brasileira, no entanto, possui duas versões. A primeira, defendida pelo crítico de arte José Roberto Teixeira de Leite, aponta o Jornal do Comércio  do Rio de Janeiro como o primeiro jornal a publicar uma caricatura, em 14 de dezembro de 1837, de autoria de Manuel de Araújo Porto Alegre, que teria caricaturado seu adversário político Justiniano José da Rocha.
Retrato de Araújo Porto-Alegre pintado por Ferdinand Krumbolz em 1848. Foto: reprodução
Precursores e primeiros passos (1837 – 1895)

Primeira charge no Brasil de autoria de Manuel de Araújo Porto-Alegre (1837)
As histórias em quadrinhos no Brasil começaram a ser publicadas no século XIX. Em 1837, circulou o primeiro desenho em formato de charge, de autoria de Manuel de Araújo Porto-Alegre, que foi produzida através do processo de litografia e vendida em papel avulso. O autor criaria mais tarde, em 1844, uma revista de humor político.

Primeira charge no Brasil de autoria de Manuel de Araújo Porto-Alegre (1837)
No final da década de 1860, Angelo Agostini continuou a tradição de introduzir nas publicações jornalísticas e populares brasileiras, desenhos com temas de sátira política e social. Entre suas personagens populares, desenhadas como protagonistas de histórias em quadrinhos propriamente ditas, estavam o "Nhô Quim" (1869) e "Zé Caipora" (1883). Agostini publicou nas revistas Vida Fluminense, O Malho e Don Quixote.

Mas de acordo com o historiador Leonardo Dantas da Silva, seis anos antes da publicação de Porto Alegre , há registros de dois jornais pernambucanos que teriam publicado caricatura em seus exemplares, como o Carcundão Alfarrábio de 25 de abril de 1831 e o Carapuceiro de 07 de julho de 1832.

A charge tem – por questões óbvias  - como um de seus principais alvos os políticos, que em geral não ficam muito felizes ao se verem como personagem , mas jamais processam seus atores por danos morais. Simplesmente porque a charge, ao invés de denegrir suas imagens é um veículo de divulgação e uma forma de mantê-los em evidência.

Em Manaus, as primeiras caricaturas aparecem a partir de 1913 no Jornal do Comércio, que contrata os trabalhos de Jorge Gambôa. Anos mais tarde, surgem os traços de Ademildes Pedrosa ( o Appe )no O Jornal e mais tarde na revista O Cruzeiro, Miranda ( jornal A Crítica ), Mário Adolfo ( jornal Amazonas Em Tempo, Candiru, Curumim ), Fernando Brun , Romahs, Mônica Aires ( esta no jornal O Maskate ), Gilmal (O Maskate ), Elvis ( jornal Diário do Amazona ), Euros e Myrria e o nosso amigo Jack ( Amazonas Em Tempo e o Pasquim 21 ), todos com seus traços firmes a satirizar de forma jocosa o comportamento dos políticos tanto em nível estadual como federal. 
O Jack como carinhosamente é chamado por seus amigos e leitores é manauara, nascido no dia 16 de fevereiro de 1969, tem um dos traços mais respeitados no Estado porque, diariamente, há anos, ele vem satirizando as situações mais relevantes deste Estado, do país e do mundo nas páginas do Em Tempo, e semanalmente nas páginas do Pasquim 21 do cartunista Ziraldo.
Jackson Taveira Chaves, como quase todos os chargistas , é um atodidata; começou a desenhar por influência de seu pai que era desenhista de móveis, mais tarde começou a frequentar a Biblioteca Pública do Estado à procura de conhecimento dentro da sua área de atuação. Tem como ídolos nessa área o saudoso chargista Miranda, Ziraldo e o cartunista Henfil.
Jack Cartoon faz de sua carreira algo além da simples divulgação de seus trabalhos
Ministrou sua primeira oficina de caricatura em 1987, no Centro Comunitário do Japiim. Obteve o primeiro lugar no 1 Salão Amazonense de Humor e Quadrinhos de 1999.
Ao longo desses anos, Jack tem participação de várias exposições de cartunistas em nível estadual  e nacional. Ministrou vários cursos sobre cartum e charge , revelando novos artistas como Gilmal, Elvis Carlos, Adriana Ramalho ( A Crítica ) e outros que trabalham em agências de publicidade.
Seus trabalhos estão em mãos de políticos renomados como o presidente Lula, Leonel Brizola, Arthur Neto, Jefferson Péres, Pauderney Avelino , Ozias Monteiro  e também de artistas como Jô Soares e Ziraldo, entre outros.



Jack Cartoon, homenageia o grande líder politico Leonel Brizola 


Jack Cartoon, homenageia o ex- Ministro da Cultura Gilberto Gil

Jack Cartoon, homenageia o presidente  Luiz Inácio Lula da Silva



É por esse motivo que os convido a participar e divertir-se com caricaturas de Jack – “ O Guerrilheiro do Traço “ , em exposição desde está sexta-feira ( 8 ), na Usina Chaminé.           
 * Colaborador do Jornal Amazonas Em Tempo- Manaus, sábado,8 de novembro de 2003